Domingo, 6 de Maio de 2007

Dunas carmesins

Olho estes homens, tão jovens,

Sem tempo para sonhar,

Vomitando as tripas

Nas brancas areias da praia…

 

Estes homens que nadam e sufocam,

Que correm e que tombam,

Tais marionetes disformes,

Fazendo a guerra,

Sonhando com a paz…

 

O mar escarlate, lava

Os restos de batalhas perdidas

Em sofrimento e horror.

Nas vinhas da margem,

A colheita será amarga

O vinho sabe a ferro…

 

Atacar, recuar, correr, matar.

Matar o inimigo… o inimigo, teu irmão,

A tua imagem no espelho disforme

Da guerra… gritando por um ideal.

 

As balas silvam e uivam

Nos capacetes, rochedos e ossos.

É preciso avançar, continuar,

Sem parar, sem pensar…

 

És a moeda dum tempo de guerra…

És um homem…

Que cai, mas que conta por mais um…

Ou… menos um…

 

E sempre os gritos de dor, de terror,

Ritmados pelo morteiro,

Cantando bemóis e sustenidos raiva,

Nota a nota, num crescendo melódico

Até ao grande final…

 

A luz, está na mira da espingarda.

Mas será o brilho da pólvora?

E será a mesma para todos?

Mesmo para aqueles,

Do outro lado da duna…?

publicado por wildbeast às 16:49
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Houve um tempo

Tanto amor para dar,

Tanta tristeza a receber…

Tanta paixão p’ra partilhar,

Tanta solidão a suportar…

 

E tudo fenece… desaparece… esfuma-se!

Ainda que a visse de relance

A essa felicidade fugidia,

O desespero tudo soube roubar…

 

E é então que estamos prontos…!

Que nada mais há a esperar…!

O que sonhava, é agora a utopia…

Dum condenado!

 

Aquilo a que aspirava,

Em lâmina de fino aço se tornou,

Talhando as carnes cansadas,

Libertando tormentos escondidos!

 

E corta, e mutila, e rasga… estraçalha!

 

E tudo o que eu queria,

Voa neste adeus,

Desaparece no vento.

Só ficam as cinzas que esfriam…

Porquê? Porquê? Um sorriso

Tão efémero, uma pena tão eterna.

 

Porque te foste…?

publicado por wildbeast às 16:19
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