Segunda-feira, 24 de Abril de 2006

Contigo

Contigo…

Caminhar pelos carreiros dos amores mortos,

Nas pegadas de amigos desaparecidos,

Tu, desconhecida gentil e sorridente,

Que me ama com ternura (sinto-o),

Ou tu, a amante que me não deixou

Em pensamento, e me ama

Contra tudo o que o que toca as nossas vidas

E nos separa…

 

Contigo…

Ver a margem deste rio,

O lugar onde me sentei a descansar

Na sua companhia…

E os nomes… o meu, o dela,

Gravados na árvore, mesmo em frente,

Mas não os ler, somente olhar,

Ver o lugar, como numa primeira vez..

 

Contigo…

Respirar o ambiente

Sentir os raios de Sol sobre mim

Como a felicidade jamais vivida.

Criar uma nova pele…

A tua cabeça no meu ombro,

O meu braço à volta de ti…

 

Contigo…

Dizer… é belo.

Queria viver aqui,

Ou cá voltarmos… juntos.

Queres?

E sentir a pressão dos teus dedos

A tua cabeça inclinada sobre mim

Um beijo teu na minha testa

E ouvir-te responder

Um… sim. Sincero, livre, belo.

 

Contigo…

Sentir-me enfim… feliz.

Em paz, comigo mesmo.

Acreditar nas palavras e no amanhã…

 

Contigo…

Que ainda não conheço…

Talvez…

 

publicado por wildbeast às 22:21
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

Ilha

Vivo numa ilha.

Uma ilha silenciosa…

 

O vento vem

E nunca pára…

 

Umas vezes, traz-me

Os cheiros do Mediterrâneo…

 

Outras vezes, o cheiro

Das areias do Sara.

 

Mas sei…

 

Sei que ele levará,

Também, o cheiro

Da minha ilha,

Para algum lugar…

 

 

publicado por wildbeast às 23:37
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2006

Ave migratória

Acabados os dias secos,
as folhas empoeiradas,
lá longe, no vale, ouvem-se
aquelas  notas desconhecidas…
 
Um canto triste flutua,
como um estranho segredo,
e, de repente,  pousa,
num outro lugar…
 
E desaparece, cai…
cai como morre um eco,
deixando no ar um vazio…
e tudo tão triste, tão seco…
 
De onde vem, onde nasceu,
ninguém o sabe… ninguém o viu,
não nasceu aqui, veio de longe,
sonhou, voou, sozinho.
 
De novo, lá longe, no vale,
ouve-se o estranho canto,
como que chamando os seus, 
os que não estão aqui…
 
Nova tentativa,  um novo canto…
as  mesmas notas tristes,
mais cansadas agora, como que chorando
asas descaíndo, gorjeio fraquejando…
 
O pássaro abre as asas, 
parte novamente… só…
No ar, levada pelo vento…
Uma lágrima caía…
publicado por wildbeast às 00:15
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Sexta-feira, 7 de Abril de 2006

Déja vu



Estive aqui antes…


Quando… como… não sei dizer.


Conheço, da relva junto à porta,


O cheiro forte e agridoce,


O som que suspira, a luz à volta do lago…


Foste minha antes…


Há quanto tempo,


Posso não saber…


Mas sei do flutuar desse véu,


Como voltavas a cabeça,


O silêncio do teu sorrriso,


Tudo isso eu conheço,


Dum tempo passado…


Era assim o remoinhar do tempo,


Que o amor restaura?


Era, sei-o agora…


Possam de novo, a noite, o dia,


Mostrar-me essa luz…

publicado por wildbeast às 22:51
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

Em pecado

Ela pensou que o estúdio esconderia

o segredo dos amantes…

nem pó sobre a mobília dos amores,

quase heresia, se as torneiras pingassem,

os vidros limpos, sem sujeira…

Uma taça com maçãs, no piano um xale persa,

o gato à espreita dum rato mais incauto…

e que esses cinco degraus, que os separavam

do leiteiro vagabundo, não rangessem,

naquela manhã de luz tão fria…

os restos do queijo da noite passada,

três garrafas solitárias…

na prateleira da cozinha, entre os pires,

um par de olhos de barata, olhando os seus…

E ele, bocejando, ensaiava umas notas no teclado,

melodia fora de tom, ombros encolhidos,

esfregando a barba, pensando nos cigarros…

Ela, escarnecia dos demónios menores,

puxando os lençóis, fazendo a cama,

limpando o pó da mesa, a cafeteira que apita…

À tarde, fizeram amor novamente,

com meiguice, com urgência…

Nessa noite, ela acordou várias vezes

sentindo a luz da aurora que chegava.

publicado por wildbeast às 00:04
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cusca à vontade

 

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