Grand Duke Besta the Smokerous of St Winifred by Winchelsea
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006

Grito Silencioso

Mergulho, só, num lago de escuridão

E sinto cobrir-me o negrume lentamente...

Grito por socorro, mas... ninguém me ouve.

Sinto a água ao nível dos olhos...

Grito e pontapeio,

Luto para me manter à superfície!

Mas a escuridão não quer largar a presa

E, lentamente, sinto-me a desistir,

Vencido pelo que sinto debaixo da pele!

Enche-me os pulmões...

Esses pulmões que um dia tão fortes foram...

E agora permitem que a húmida escuridão

Os vença...

Sei que este rumo não leva à felicidade.

Então porque ninguém me dá a mão?

Porque ninguém me puxa da escuridão? 

Talvez porque não saibam

Que estou no limiar...

Entre a escuridão... e a luz...

E então desisto das coisas que me prendem...

Desisto da força...

Desisto da coragem...

Que um dia no coração alberguei.

Essas, não me podem salvar da escuridão...

Suavemente, então,

Deslizo na inconsciência,

Sem que ninguém note.

Não quero lutar mais!!!

Desisti.

Venceste... escuridão...

publicado por wildbeast às 23:42
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2006

(A) mar

 

Mar. Amar. O mar em comum.

Mar amargo, amor amargo.

Nos abismos do mar,

Nos abismos do amor.

Mar, tempestade...

Amor tempestuoso.

Quem teme as águas,

Que fique em terra.

Quem teme os males de amar,

Que se não deixe pelo amor levar.

Em ambos, se pode naufragar...

O mar, nada pode

Contra o fogo do amor.

Se a água pudesse apagar

A minha fogueira de amor,

Esse teu amor que me queima,

Forte, doloroso...

Pudesse eu apagá-lo

Com o mar... das minhas lágrimas.

publicado por wildbeast às 00:01
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006

Título? Para quê...?

 

Amo-te...

Sempre te amei...

Amar-te-ei...

És a minha alegria

O meu poema

A minha ilusão

O meu carrasco

O meu destino

O meu sonho...

Mais bonito...

 

Talvez estas palavras estejam no coração de alguns de vós, neste dia a que chamam de S. Valentim... ou dos Namorados...

publicado por wildbeast às 23:53
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006

Desejo, pele, vento

Quando a madrugada vem


 e o vento sopra…


 a pele em poesia desabrocha dizendo nua versos de arrepios.


E se o vento sopra sussurrante


como uma brisa morna


estremecendo os pelos,


a pele, que é poesia,


mergulha em desvarios,


canta para a Lua


versos de delírios


e espera, suplicante,


o toque redentor


         até que o vento,


         em sopros de amor


         se deita sobre a pele


         e as suas mãos segura…


Então a pele, agora em loucura


sente os cabelos longos do vento


fazerem cócegas… ouve os


sussurros do vento nas costas,


sente sobre si o peso do desejo


         e cândida, rende-se…


         lânguida, deita-se…


         ávida, molha-se…


Sente nas costas o peso


do vento


         e treme…


         agita-se…


         inunda-se…


         e.. sonha…


Tem dentro de si o corpo


do vento


         e fecha-se…


         e move-se…


         e geme…


         e goza…


         grávida, imensa, grata, plena…


Quando a madrugada vem


e o vento sopra,


a pele em poesia desabrocha


e a vida inteira fica diferente…

publicado por wildbeast às 00:45
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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2006

Lágrimas


Será que as lágrimas terão fim


Caindo em cascata


No oceano do destino?


Será que as lágrimas terão fim


Lavando um amor louco


No caminho?


Será que as lágrimas terão fim


Se, exangue, desfaleço


Nas margens da manhã?


Será que as lágrimas terão fim


Num deserto, sem sequer


A sombra da tua mão?


Será que as lágrimas terão fim


Quando o meu coração


Emudecer, enfim?


Será que as lágrimas terão fim


Nas cinzas dum


Impossível amanhã?


Será que as lágrimas terão fim


Quando, gelado,


Só a sombra me pertença?


Será que as lágrimas terão fim


Se a minha alma


Retalhada, enfim,  ta der?

publicado por wildbeast às 23:36
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006

Tango II


Chorava um acordeão


Num canto do bar.


Teu vestido vermelho


O cabelo preso numa flor,


E o tango falando de amor,


Contrastavam com o néon.


Nossos corpos em uníssono,


Num ballet tão sensual...


Movimentos em compasso,


Acompanhavam cada passo


Deste tango figurado,


Como um estranho ritual.


Batia o coração descompassado...


Teus lábios sensuais me enfeitiçavam,


Tuas mãos macias brincavam em mim


Como o vento brinca, namorando


As flores de um jardim.


Teus olhos escuros, meio ciganos,


Insinuavam promessas,


Dessas, que misturam


Amor, desejo, paixão e mais, muito mais...


Um perfume no ar…


E abraçado ao violino


Solitário bailarino,


O acordeão a chorar


Um velho tango de amor,


Naquele canto de bar...

publicado por wildbeast às 00:38
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Tango I


Quando estás ébrio e quase cais…


Quando cada nota te faz estremecer


E esqueces os acordes…


Choras de emoção. É o piano que vibra.


Quando controlas o passo,


Flor entre os dentes, ela prisioneira,


E, tu a libertas, num raio de sombra,


Num espasmo de luz…


Caminhas nas ondas. O acordeão geme.


Quando ela agarra a mão que a guia,


E sonha um bailado, ombro com ombro,


E tens o controlo…


É teu o papel principal. O violoncelo suspira.


Quando ela se abandona, e não se defende…


E nas tuas mãos, que lhe moldam o dorso,


Ela se funde em teu olhar orgulhoso…


Estás em paz. O trompete grita.

publicado por wildbeast às 00:29
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