Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

A dor da tristeza

Com traços inseguros, desenho-me…

A chuva cai,

O meu olhar torna-se sombrio…

 

A tinta negra espalha-se

Como se grossas lágrimas fosse…

 

Já não rio.

A angústia prende-me,

Agarra-me…

Uma enorme sombra negra

Tomou conta de mim…

 

O coração sangra
E esta pena com que desenho

Parece penetrar-me nas artérias…

O coração quer parar de bater,

Mas não pára!

 

Bate mais forte ainda

Como se mil diabos

Dançassem, livres,

No seu terreiro.

 

É um bater doloroso,

Que oprime,

Que cansa,

Que dói…


Perco-me e afundo-me,

Nesta folha que risco,

Tão prenhe de tristeza…

 

As lágrimas rolam

E esta pintura cuja tinta já secou,

Torna-se líquida

E mistura-se às lembranças

Que navegam nestas águas.

 

Neste deserto de melancolia,

Sonho com um anjo

De asas abertas

Que me estende a mão…

 

À minha volta

A tinta escorre,

Perdendo-se, para sempre,

Bem fundo… na alma…

publicado por wildbeast às 15:35
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