Grand Duke Besta the Smokerous of St Winifred by Winchelsea
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

Lembro-me

Vivi... Morri... De olhos abertos escorrego


No imenso abismo sem nada ver,


Lento como uma agonia,


Pesado como uma rocha...


 


Inerte, ferido,


Por um longo corredor escuro,


Desço hora a hora, ano após ano


Através do Mudo, do Imóvel, do Negro.


 


Sonho e já não sinto. A corrida terminou.


O que é então a vida? Sou jovem? Sou velho?


Sol? Amor? Nada, nada...


Simples carne abandonada.


 


Escorrega, afunda... vá! Tens o vazio nos olhos.


O esquecimento torna-se mais profundo


E perdes-te nele...


Se sonho? Não, não... Estou morto. Tanto melhor.


 


Mas este espectro, este grito, esta ferida horrível?


Deve ter-me acontecido em tempos antigos.


Oh noite, noite do esquecimento, tomam-me nos teus braços...


Não falhes....


 


Alguém me devorou o coração.... Lembro-me....

publicado por wildbeast às 22:47
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5 comentários:
De Anónimo a 23 de Dezembro de 2005 às 13:26
mais uma vez, por aki passeio e fico sempre surpreendida, afinal sempre somos um "país de poetas"continua amigo a deixar transparecer o k te passa pelo coração. Aproveito para deixar aki votos de um feliz e santo natal/2005, com muita saúde, paz e amor. um beijinho grande da lua_feiticeira




isa
(http://http//www.luafeiticeira.no.sapo.pt)
(mailto:mar_isa_mar@hotmail.com)


De Anónimo a 23 de Dezembro de 2005 às 01:01
Poema carregado de uma revolta invísivel! Fúria contra o que te aconteceu! Tal como as águas do mar revoltosas!Ms tu és GRANDE...e nesse GRANDE
CORAÇÂO...ouvir-se-á um leve suspiro de alento!!! FORÇA meu herói....contínua a oferecer-nos pelas poesias como esta...carregadas de emoção! Mas que a próxima seja mais leve...libertando-te das garras que ainda te prendem!
Um abraço amigo...............maria valadas
maria
</a>
(mailto:maraiavaladas@hotmail.com)


De Anónimo a 21 de Dezembro de 2005 às 22:31
Companheiro eu sei que é nas alturas de amor que mais sentimos a falta dele, eu sei que é nestas alturas que nos lembramos do que tivémos, sem nunca o esquecer. eu sei que doi, amigo, mas sei tb que és forte, por isso...um abraço que nada substitui mas que acrescenta algo aos teus dias, espero eu :-)ferrus
(http://ferrus.blogs.sapo.pt)
(mailto:ferrus1@gmail.com)


De Anónimo a 21 de Dezembro de 2005 às 03:38
Que bonita poesia! A vida é mesmo assim sem idade talvez seja pintada por nós mesmos, num dia, num tempo longinquo, que já nem nos lembremos. E se calhar 1 dia ao morrermos acordamos e vimos tudo o que pintamos para a nossa vida inteira! Um Beijo Teresa (Orlinhamariateresamoreira
(http://mariateresamoreira@netcabo.pt)
(mailto:mariateresamoreira@hotmail.com)


De Anónimo a 20 de Dezembro de 2005 às 19:52
xiii Mr Wild...vá lá ..sempre é Natal!
bapsi
</a>
(mailto:bapsimalone@hotmail.com)


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