Grand Duke Besta the Smokerous of St Winifred by Winchelsea
Sexta-feira, 12 de Maio de 2006

Mesmo assim...

Vejo as estrelas luzindo…

tão brilhantes…

Num céu de veludo beijado

pela Lua…

Ouço um rouxinol, cantando docemente,

saudando a aurora…

Sinto o aroma das flores,

grávidas de pólen…

E o seu ar altivo e pomposo…

 

E, mesmo assim, nalgum lugar,

bem dentro de mim…

Continuo agrilhoado, fechado…

Aí, não há brilhos… não os vejo…

Há sendas escuras,

de miséria…

Acorrentado por dentro, gelado,

sem sentir o calor…

Ali tão perto…

 

Maravilho-me, deleito-me, sorrio,

com esta paixão que vive,

tão cerca de mim…

 

Ainda que por dentro…

Morrendo…

 

publicado por wildbeast às 00:04
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Domingo, 7 de Maio de 2006

Uma pequena rosa branca

Enquanto a tempestade brame,

Ondas de destruição, rugem,

Tumultuosas ventanias cavalgam,

Uma rosa branca, singela, permanece em pé…

 

Sente a dor à sua volta,

O grande vazio, as tormentas,

As ciladas enganosas,

Mas ela, não se curva…

 

Pura, é essa rosa branca,

Na escuridão terrena,

Calma e força eterna,

Nas noites que doem tanto…

 

Não te vejo, rosa branca…

Estás tão longe de mim.

Procuro-te… quero proteger-te…

Mas só posso sussurar-te…

 

Então, envio-te as palavras

E o meu coração de sonhador…

Que te ajudem, que te amparem…

Tenho esperança de te ver.

 

Continua forte, pequena flor.

Deixa o coração libertar-se…

E, enquanto tu quiseres…

Eu continuarei a falar-te…

 

 

publicado por wildbeast às 23:47
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Segunda-feira, 1 de Maio de 2006

Manhã de silêncios

(Pintura de Henri Martin)

A manhã, acordou-me ao som da solidão.

A noite, guardou no meu leito

A força que corria em torrentes de quietude

 Desaguava neste arroio cansado

Onde o meu coração florescia.

 

Ouço, no entanto, o canto das aves que acordam

Beijando com as suas asas a frescura das manhãs,

Alisando as cortinas com um raio de sol

Que não consigo colher

Pois minha alma, está triste.

 

Cem anos passaram nesta noite.

Deixaram-me no leito, todas as manhãs do mundo.

As manhãs sem fome, sem sabor, sem ruído,

Carregando com seu peso

O silêncio que murmura.

Ouço, correr o teu amor e o seu fogo,

Aqueles que me confiaste, antes de partir.

Cuidei deles, claro, mas foi usura minha
Esquecer o cristal onde brilhavam,

E onde me nasci.

 

Mil anos agora nos separam.

Já não sei do tempo, não sei do espaço,

Nesta quente manhã, que me fala baixinho

Do vazio que me pesa e nada apaga.

Não estás…

publicado por wildbeast às 23:34
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