Grand Duke Besta the Smokerous of St Winifred by Winchelsea
Domingo, 29 de Janeiro de 2006

Alen...tudo


Um raio de Sol, que restou do Inverno


Brilhando nos dias do acaso…


O Verão no Inverno, a Lua ao contrário…


A tua mão, fazendo-se minha, no regato seco


Subindo o tempo, escutando o vento.


Um povo calado, calmo, fechado.


O mundo às costas, janelas abertas.


Um barco na areia…


Retorno de viagens ao centro de um sonho


Compondo etapas duma terra árida.


Um monte, no meio de parte nenhuma


Brilhando sereno nesse fim do mundo…


Tempo de viagens, tempo de miragens


Neste país de parte nenhuma…


Abrindo o teu mapa, no meio do tempo


A seca queimando os pulmões da terra…


Searas, no fim da viagem, planícies


O suor limpando a face, na aragem quente


Roupas brancas, trapos negros


Calor, no meio de parte nenhuma,


Escrevemos lonjuras na poeira antiga.


Aqui, vive-se longe de tudo, longe do Norte,


Na fronteira, no deserto, no fim da viagem…

publicado por wildbeast às 22:44
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Valsa a quatro mãos

Dancemos uma valsa


A quatro mãos…


Façamos amor


A noite inteira.


Estremeçamos, apertemos,


Façamos voar


Os nossos corpos,


Até ao alvorecer,


No doce movimento


Dos nossos rins…


Façamos cantar


Os nossos dedos matreiros


Sobre as nossas peles nuas…


Façamos rebentar o desejo


Que nos estrangula…


Dancemos a valsa…


Busquemos todos os tesouros


À sombra da tarde cristalina…


A minha boca encontrará


Os acordes…


Os meus lábios farão


Jorrar teu ouro


Na minha garganta,


Elixir divino…


Dancemos a valsa…


 

publicado por wildbeast às 21:53
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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006

S a l


Voltas sempre ao mar…


À amargura


dos primeiros passos.




O mar




Enche-te os olhos




O sal é solúvel…


Os pensamentos


e as margens, também…




As páginas desfazem-se


à mais pequena palavra…


e as palavras espumam


na sua boca de areia.




O seu corpo imenso


Esconde-se na noite…




Mas os seus lamentos


Ecoam em cada uma


Das tuas lágrimas.



publicado por wildbeast às 23:52
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...

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publicado por wildbeast às 00:27
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Dor de um imortal

Apareces do nada...e tudo buscas...


Sentes que a vida é tudo…


Também a minha vida já foi tudo...


Agora sou eternamente jovem,


Mas o preço que pago é alto…


Alto de mais...


É já  alta madrugada,


É já  tarde demais...


Percorrendo séculos,


E mais séculos de escuridão...


De trevas e solidão...


De que me adianta


A vida eterna então?


Se nem posso sentir


As batidas compassadas do coração...


Se já nem tenho o direito de amar...


Talvez seja isto o real motivo


De tanta maldição...


Dor, angústia, medo, raiva, solidão...


É tudo o que me resta...

publicado por wildbeast às 00:19
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

A espada... ou a cruz

Sinto a noite fria, noite negra,
sei que preciso alimentar-me,
e enquanto caço, e ouço os gritos,
tento beber… sem pensar…

Pesadelos enquanto durmo,
com as pessoas que já matei,
em nome da minha fome, do sangue.
Parar? Acham que não tentei?



Cruzes e espadas, esperando p’ra matar,
em nome de um Deus hebreu,


que morreu para salvar.


Não sei se choro, se grito,
não sei no que acredito…
Fico apenas à espera,
imerso na escuridão.

E espreitando, na noite escura,
que quanto mais fria, mais dura,
esperando nesta terra insana,
caçando de noite como um animal,
esperando o fim desta guerra,
que perdura entre bem e mal.

Aqui estou, na noite fria, noite negra,
Envolto num manto sujo,
que  me aconchega,
pois sou filho das trevas,
e ela é a mãe que não me renega.

Lutando nesta não vida,
esperando quem me salve,
talvez a cruz… ou a espada,
possam esta dor acabar.

Amaldiçoo a minha existência,
maldita minha vida imortal…
NÃO…!!!! Não peço clemência…
Apenas aguardo… o final...


publicado por wildbeast às 16:08
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Esquecer

É fácil viver,
Dizendo mentiras,
Sobre um céu azul,
Bebendo da cinza água,
Mas nem tudo é assim...

É fácil andar,
Apertando mãos e dizendo adeus,
Negociando com o diabo,
Ou inimigos invisíveis,
Mas nem sempre é fácil...
Esquecer…
Esqueci como se esquece...

Quem eu não sou,
Quem eu não sinto,
Quem eu não era,
Quem eu tinha dentro de mim....

Aceitar é morrer…


 


Aceitei…

É preciso, necessário, urgente...
Que a música toque, levemente
E acorde, delicadamente,
Este coração…

publicado por wildbeast às 15:45
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2006

Marionete

Sem pés, sem mãos, sem entranhas,


Por todos os palcos onde desfila


Vive seguro por fios.


Aos humildes, serve de espantalho…


 


Bate com um pau no mau


Fazendo rir as crianças. TRAZ!!!


É alegria. E nos seus cantos


Faz-vos rir às gargalhadas…


 


Mas é somente um boneco


Que gesticula.


Um arlequim sem alma,


Descartável.


Que torna as gentes ridículas.


 


Com fatos de polícia,


Um homem de palha, sem Deus,


Nem Diabo.


Que ama… sem coração.


Que chora… sem lágrimas…

publicado por wildbeast às 21:56
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

Uma recordação

Eu era um neófito


Que entrava na tua


Cidadela proíbida.


Eu vinha de lado nenhum…


Tu eras a obra de arte…


Uma Vénus calipígia,
Madonna de Rafael…


 


De ti me fiz escravo,


Minhas mãos te eram destinadas


Meu corpo te era devotado.


 


No teu modesto quarto


Pequeno, sem vaidades


Havia um leito


Com lençóis de linho.


 


Debaixo do olhar


Dum Guevara impassível


Brincavas de irresistível…


Incitavas-me a saborear


Os contornos da tua beleza…


 


Desembaraçado de medos


Ousei,  com olhar frontal


Colher os frutos agridoces


Duma paixão sem tabus.


 


Mas a alva chegou, rapidamente…


Da tua cidadela proibida


Resta-me uma recordação…


Que ainda me faz… arrepiar…

publicado por wildbeast às 23:32
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Escrever liberdade

Escrevo o que quero!!!


Escrevo que posso…


Junto as palavras como me apetece!!!


Clássicas ou não, versos brancos,


Sonetos, estrofes, panfletos, sonhos,


Baladas ou canções…


 


Não importa que agradem ou não.


Sou dono do que nasce


Da minha pena de escritor


E tão pouco aceitarei submeter-me


A leis dum ditador…


 


Deixo a quem me lê,


A liberdade de fazer seus


Meus escritos pagãos…


Deixo a quem me lê


A liberdade de me escolher


Ou me banir…


 


Mas não mudarei uma palavra,


Uma vírgula!!!


Decidi-o, cerrando dentes.


E não me fecharei nesta redoma


Onde outros procurarão


Corrigir-me…


Trabalhar-me…


Modificar-me…


Alterar…


As minhas ideias…!!!

publicado por wildbeast às 23:08
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cusca à vontade

 

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...

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A dor da tristeza

Até que o sol rompa

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