Grand Duke Besta the Smokerous of St Winifred by Winchelsea
Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

A vida... escrita

Chorar, sentir, escrever

Cada palavra, cada sílaba…

Gritar, berrar, escrever

Os tormentos, sofrimentos,

Até cair, até sentir

Os ferimentos e blasfémias…

 

Ver, no crepúsculo,

A solidão do dia que morre

Escorrer no papel dos sonhos,

O amor perdido…

Um borrão vermelho,

Vomitado pela pena,

Deixado como assinatura,

Enfim liberta da própria alma,

Da sua essência, do seu destino…

 

Recomeçar, baixar a cabeça,

Humilhar-se, suplicar sem esperança,

Em vão… Esperar, sonhar…

Que ela volte…

 

Olhar aquela luz branca,

Ao longe… Não mais sentir

Um coração que morre cada dia,

Lentamente… soçobrando…

publicado por wildbeast às 23:44
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6 comentários:
De emmes a 18 de Setembro de 2007 às 16:06
E recomeçar... e recomeçar...e recomeçar!!!!!!Não é isso que fazemos todos os dias da nossa existência? Uns de uma forma outros de outra... Mas todos com a esperança que seja hoje o dia (que começa), em que a luz se vê de perto, em que o sol volta a aquecer-nos a alma, em que sentimos que fazemos sentido na vida de alguém, em que finalmente descobrimos que somos nós que fechamos as janelas da nossa casa, mas que para as abrir basta girar o trinco e permitir que a vida aos poucos vá entrando... E finalmente ... recomeçar, até sentirmos que não estamos sós!


De por perto a 18 de Setembro de 2007 às 16:26
Mesmo sendo um poema triste, onde falas de tanta coisa marcante que nem sei adjectivar, não deixo de me encantar com a maneira como o fazes. São as palavras a ganharem vida e a transformarem -se nas imagens. A forma como me fazes visualizar o que escreves, é sempre muito emotiva... Um beijo de quem está por perto.


De minizinha a 18 de Setembro de 2007 às 23:12
:)
Sabes que escreves bem demais?
Dá para perceber o que por aí vai.
" A Vida... Lida"
Beijo meu Amigo!!!!!
:)


De walker b. a 21 de Setembro de 2007 às 23:48
Mais um desfiar de imagens tão claras transformadas em poema. Quase se sente a angústia, a tristeza, as emoções interiores. Eu gosto muito de ler o que escreves. E não o digo por bajulação ou interesse, pois nem sequer nos conhecemos. Não deixes de escrever, não deixes de partilhar sentimentos e palavras. Um abraço de um "amigo virtual".


De Betinha a 23 de Setembro de 2007 às 01:03
Sempre vim espreitar :-) ... Adorei... mas ...muita amargura :-(
Sempre é verdade quando dizem que os "poetas" são apanhados dos carretos -lol
Beijo
Betinha


De Maria a 25 de Setembro de 2007 às 22:46
Aqui estou eu como pedis-te...
Já passou algum tempo, não quero ver-te assim.
De certa forma sinto-me culpada, mesmo sabendo que não tenho.
Adoro ler o que escreves, continua...



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